segunda-feira, 12 de abril de 2010

Carvão e retratos... Relacionamentos retratados em riscos e traços.

Até mesmo as coisas mais diversas e díspares podem se juntar em torno de um mesmo propósito comum.
Pois é, percebi isso durante o tempo em que passei na prancheta me exercitando com lápis, canetas, tintas e carvão. A princípio o proposito dos trabalhos era me aprofundar no conhecimento e no manejo do carvão como recurso material para feitura de um trabalho.
A medida que percebi o que o material me proporcionava, insisti em fazer alguns retratos
e vendo "que dava pé" tentei variar nos materiais e procurar expandir o horizonte do que entendia sobre o que era retratar.
Mais tarde me dando conta do processo percebi, que os exercícios nada mais eram que um pretexto para aprender e ao mesmo tempo retratar os relacionamentos humanos que fazem parte do cotidiano.
No fundo, no fundo retratar um ser humano (a princípio para aprender um fundamento do desenho) pode ser uma maneira de dialogar sobre o assunto consigo mesmo... Questionando dentro de sí a importância que as pessoas ocupam em nossa vida.
Acontece comigo sempre, quando as pessoas descobrem minhas aptidões artísticas, alguem sempre me pede um retrato dizendo que vai pagar em breve (rsrs).
De uns tempos pra cá me desafiei a fazer.

Tiuzinho luz...





















(nunca soube o nome real deste meu amigo) rsrs.






















Apesar do carater "acadêmico" que a obra toma muita vezes a princípio devido o excessivo cuidado que acabamos tendo em querer retratar uma pessoa no papel e fazer o desenho ali representado no papel excessivamente parecido com a foto ou a pessoa retratada.
Isso é muito comum e muitas vezes acaba com um desenho que poderia ser bom, afinal limitar os caminhos que uma arte poderia percorrer acaba por endurecer a expressão do próprio artista ao retratar algo...fazendo com que seu desenho perca um pouco de sua vivacidade em detrimento da plástica semelhança. Felizmente muitas vezes, conseguimos transcender o aparente, e o desenho acaba sendo mais do que uma pessoa retratada. As vezes pode se tornar um sentimento, uma demonstração de afeto, um registro do tempo e até um marco de uma era (como é o caso da Gioconda a famosa Monalisa de Leonardo da Vinci).

Registrar amigos é algo para mim muito gratificante, pois ver a reação que seu trabalho causa na vida das pessoas é um sentimento indescritivel, apesar de ser um pouco tenso... Pois as pessoas avaliam mais um retrato pela verosemelhança do que pela qualidade da obra. Apesar disso, geralmente as pessoas gostam, e se muitas vezes o trabalho nao fica fotográfico ao extremo, as vezes capturar o jeito, olhar ou estilo da pessoa... demonstra ou revela muito mais que propriamente o idêntico. Alguns dos meu amigos abaixo retratados por mim nos últimos tempos:



Minha grande amiga de afinidades sonoras...






















a Dj valeparaibana Flávia Liss.






















em suas caretas e poses.






















Minha amiga Fernanda também conhecida
como Panda, boa tatuadora de São Paulo, capital.























Este desenho abaixo tem história.
Afinal se disse que fazer retratos de amigos e conhecidos é um pouco tenso, pelo contrário fazer um trabalho quando se esta gostando de alguem, ou se esta apaixonado, acaba sendo uma coisa tão natural quanto beijar ou presentear com uma caixa de bonbon, rsrsrs.
Por mais estranho que isso pareça, acabei me acostumando a fazer sempre que estou gostando de alguem... uma maneira minha de registrar o tempo e também presentear a pessoa com algo que nada mais nada menos é uma visão pessoal a respeito dela mesma, um presente tão singular que só presenteou com ele sabe o significado que expresso aqui.

Isso pode soar piegas, e ao mesmo tempo meio " Don Juanesco" mas é legal depois de um tempo, mesmo depois que o relacionamento acaba, vc saber que sua arte fez parte da vida de alguém(muitas vezes me surpreendi em entrar numa casa tempos depois e ver que um desenho meu, ainda estava lá, rsrs).

Estes dois ultimos trabalhos são de duas ex-namoradas, tirando a tragi-comédia que o tema revela, me surpreendi com o resultado, pois foram artes realizadas em poucos minutos e que muito me agradaram:


Tatiane, um dos primeiros retratos
que fiz, dá pra ver pela pegada mais acadêmica do
desenho ao contrario da linha mais solta que uso atualmente,
apesar disso... É um dos trabalhos que gosto muito,
afinal registra um bom momento que vivi.























Maria, esta arte tem poucos meses,
o mais legal deste trabalho foi ter conseguido capturar
o olhar dela... como se fosse possivel
sentir ela realmente olhando pra gente.

4 comentários:

Pandinha disse...

Eu ameeeeeeeei o meu desenho.
grande desenhista vc rapaz!
um grande beijo

sansara disse...

Dj Flávia Liss:


Humm fico legal as fotos no blog =)
eu ainda nao achei uma moldura bacana...
mais assim que eu coloca em algum cantinho no meu quarto eu te aviso =)
beijaooo

Roger Cruz disse...

Oi, Apolo.
Os seus desenhos são incríveis, cara.
Gostei muito dos estudos com diversos materiais e os trabalhos mais estilizados.
Você trabalha muito bem tanto com a linha clara como com hachuras.
O seu trabalho de design também é é muito bom.

Muito legal conhecer o seu trabalho.
Parabéns e abração.

Roger

Anônimo disse...

molto intiresno, grazie